MENÇÃO FINAL DO UniCEUB E DOS PROFESSORES – SEGUNDO SEMESTRE – 1ª/2012

Seguindo o procedimento adotado no primeiro semestre, quando também fiz uma avaliação dos mestres e da instituição, apresento, abaixo, as minhas considerações deste último período…

LOREN FRANCO – Direito Civil – Pessoas e Bens: Possui uma didática muito boa, fazendo com que o conteúdo, inicialmente complexo, tenha se tornado mais fácil e compreensível. Trouxe material adicional da matéria. Poderia ter explorado mais as aulas, buscando casos concretos e propondo exercícios. Por se ater exclusivamente ao conteúdo de direito civil as aulas padeceram de uma maior interdisciplinaridade. As provas aplicadas poderiam ter exigido mais dos alunos. A maioria das aulas, talvez por falta de cobrança dos alunos ou uma maior inserção de exemplos práticos, foram encerradas ainda faltando entre 20 a 30 minutos para o seu término. Infelizmente, em função de questões de foro íntimo, a professora Loren irá se mudar de Brasília, retornando para a sua terra natal… O UniCEUB perde uma excelente profissional!

Menção Final – Loren Franco: MS

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RAFAEL MACHADO – Direito Constitucional I: ‘Pegou o barco andando’ em função do imbróglio da saída da professora Cláudia Trindade (a minha opinião sobre este caso já foi externada no post específico). Possui um vasto domínio do assunto e soube conduzir bem a matéria. A única ressalva foi com relação a segunda prova (composta de 8 questões de múltipla escolha) que parecia versar sobre conteúdo de uma outra cadeira. A impressão que tive foi de que a prova aplicada tenha sido elaborada por outro professor. Agendou uma aula de reposição em um sábado, onde pouco mais de 10 alunos participaram, sendo que esta, segundo informações (eu não pude participar, a exemplo da grande maioria, por já ter compromisso previamente agendado), foi tida como a sua melhor aula, tanto no aspecto didático quanto do conteúdo. No encontro imediatamente posterior a esta aula de reposição, o professor dividiu a turma em grupos para discutir textos diversos, atividade esta, ao meu juízo, poderia ter sido realizada em um encontro extraordinário, ou ainda ter sido realizada como atividade extra-classe, ou seja, se agendou uma aula de reposição em um sábado, onde pouquíssimos alunos tiveram a oportunidade de participar e em uma aula ordinária posterior se ministrou atividade que poderia ter sido realizada em casa. Disponibilizou uma quantidade considerável de textos e material de apoio, que dado a quantidade de páginas e a profundidade dos temas, inviabilizou a sua leitura durante o semestre, entretanto, quando da leitura e aprofundamento comporão uma excelente base de conhecimento do conteúdo ministrado. Apesar da segunda prova ter sido uma catástrofe geral, teve o necessário bom senso para ponderar cada caso, levando em consideração o histórico de cada aluno e a participação nas aulas.

Menção Final – Rafael Machado: MS

 

JÚLIO HOTT – Direito Penal – Teoria do Crime: Profundo conhecedor do assunto e com uma bagagem prática extraordinária, em função de ter sido delegado da polícia civil do DF por mais de 16 anos… Cada artigo do código penal ou tema trazido era enriquecido com um exemplo prático/verídico/real. Possui uma didática muito boa e não se utiliza de ‘script’ para ministrar as aulas. Uma ressalva seria os modelos de prova, que não condizem com aqueles tipos de questões contidos nos questionários disponibilizados, contudo abrangem todo o conteúdo ministrado. Todo o programa proposto foi ministrado em sua totalidade, sendo que ainda tínhamos 3 ou 4 aulas para o término do semestre, talvez fosse interessante se fazer uma melhor distribuição do tempo com o respectivo aprofundamento de cada assunto.

Menção Final – Júlio Hott: MS

 

ANDRÉ NUNES – Economia Política: Já tinha cursado economia em outros cursos que fiz, entretanto, quando das primeiras aulas com o Professor André parecia que iria se tratar de todos os assuntos, menos economia. O conteúdo técnico e específico da matéria foi sendo ministrado aos poucos, o que facilitou o entendimento do ‘economês’ para aqueles não familiarizados com os termos utilizados. Forneceu excelentes dicas de como devemos encarar as provas, principalmente aquelas que iremos enfrentar quando da realização de concursos. Disponibilizou um ‘rascunho/minuta’ de um excelente trabalho de sua autoria, que provavelmente se transformará em um livro da matéria. As aulas foram dinâmicas e contaram com a participação da grande maioria dos colegas.

Menção Final – André Nunes: MS

 

CARLOS CARMO – História e Cultura Jurídica Brasileira: Conteúdo extremamente interessante e necessário para um futuro operador do direito, por fornecer as bases históricas e a formação do direito, entretanto, o professor Carlos, profundo conhecedor do assunto, deveria trabalhar mais a questão da didática de modo a despertar uma maior motivação nos alunos. Eu mesmo, por mais que estivesse interessado no assunto, em algumas aulas, tive que lutar bravamente com o cansaço e o sono, em função da falta de dinamismo das aulas. As provas, apesar de terem abordado todo o conteúdo, a segunda, em especial, estava cheia de ‘peguinhas’ e questões dúbias desnecessárias.

Menção Final – Carlos Carmo: MM

 

JOELMA SILVA – Ética, Cidadania e Realidade Brasileira I: A questão aqui não é a professora, que é uma autoridade no assunto e esbanja didática e dinamismo em suas aulas, mas sim a questão destas cadeiras (Ética I e Ética II) serem compulsórias para os alunos do curso de direito. Não se trata aqui de querer ser melhor ou pior que os demais alunos dos outros cursos, uma vez que estas matérias são comuns e obrigatórias a todos os alunos de graduação do UniCEUB, mas sim ponderar que o curso de direito já possui em sua grade duas ou três matérias que tratam do mesmo conteúdo abordado aqui, ou seja, somos obrigados a desembolsar algo em torno de R$1.100,00 para termos um conteúdo que já está incluído na grade normal do curso.

Menção Final – Joelma Silva: MS

 

UniCEUB: Ratifico e reitero todos os comentários feitos no semestre anterior. Acrescento que fui surpreendido positivamente com o nível dos palestrantes que a instituição trouxe, para o ciclo de palestras, neste semestre, sumidades do porte de ministros do STF (incluindo o seu presidente, Min. Ayres de Brito) e STM, além de doutrinadores renomados a exemplo do professor Luís Roberto Barroso.

Entretanto, como ponto negativo, cito a total falta de interação entre os alunos, de modo a colher as opiniões e avaliação que fazemos da instituição em si, desde a sua infra-estrutura até e principalmente do conteúdo ministrado e a qualidade de seus professores.

Apesar de louvável, o projeto recentemente lançado pela instituição de criar um grupo de excelência em direito, onde reuniria os melhores alunos, creio que antes de avançar nesta direção a instituição deveria cuidar de questões básicas.

Menção Final – Instituição: MS

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